quiet as a cup


3.3.09
sal da terra

(...)/E como defini-los, se são indefiníveis como o espírito de que emanam/ e sua rara estirpe não se ajusta a uma só fórmula ou imagem única?/ Direi somente que são aqueles que jamais se deixam poluir/ e nunca se dão aos outros, sendo sempre eles mesmos;/ Os que não abandonaram sua infância e sabem sentir a alma das coisas/ e aceitam todas as contradições porque superam as aparências;/ Os que trazem consigo um Deus único, particular, e não necessitam de outros deuses;/ Os que vêem de olhos fechados e escutam o silêncio dos mortos;/ Os que amam sobretudo a solidão e a paz, e só odeiam o ódio;/ Os que se sentem grávidos de estranhas verdades, mas não as conhecem;/ Os que sofrem de inexplicáveis angústias e sentem súbitos pavores; /Os que amam e veneram os loucos, porque os compreendem sempre;/ Os que esperam a Morte a cada passo e não a temem;/ Os que não têm família nem pátria, mas se conhecem a enorme distância;/ Os que nasceram, enfim, para ser odiados, lapidados, crucificados,/ como o foram sempre, em toda parte, mesmo se em pensamento apenas.
- campos de carvalho
12:49 AM


8.12.08
o retrato do qual tratamos aqui só pode ser irreal, dado que o real não é um dado. foi registrado por mãos prateadas, ao que constava, e possuía arranhões talvez pós-registrados por um gato doido. tratava-se de uma mulher jovem tomando café numa padaria. se se pudesse ouvir o que tocava no retrato seria algo como i better be quiet now, pelo que denotava a expressão da moça. a atmosfera ao redor acatava seu silêncio. o meio copo de café, o meio pão na chapa, sustentavam sua fome de querer ter um bom dia, ou talvez nem querer, mas só fazer o que tivesse de ser feito, como atender a forças biológicas. encontrei o retrato numa mochila aberta largada num banco onde me sentei. continha uma engenhoca parecida com um palm top pré-histórico, cerca de quinhentos pares de meias cujas etiquetas indicavam serem 100% anti-matéria, uma escova de dentes com a cabeça e as cerdas entortadas. as mãos prateadas pertenciam a algum tipo de robô doido. me parecia que o robô tivera que deixar suas coisas ali e partir em retirada para algum lugar. testei a engenhoca, que funcionava se você desse corda nela. quanto mais corda se dava, maior era o texto que surgia num monitor de papel escrito numa caligrafia das mais antiquadas. o problema é que conforme a corda ia acabando, o texto ia desaparecendo até que nada restasse. o texto continha impressões a respeito da humanidade e seus modos de vida no segundo milênio. o método utilizado para registrar era excepcional, bastante conciso, nada objetivo, numa linguagem que não coincidia com nenhuma temporalidade cronológica. ia-se de um trecho de anotação para outro com saltos de 100, 200 anos, as vezes para o passado, as vezes para o futuro. a dúvida que me acometia era a seguinte: que espécie de mãos prateadas teria aptidão para escrever aquelas tantas incoerências e ao mesmo tempo registrar a tal fotografia. a fotografia não se encaixava ali. as meias e a escova de dentes tampouco. teria ele amado a mulher? seria ele um enviado ao presente em missão especial? nada indicava a resposta, e olha que eu dei bastante corda na engenhoca. o melhor que encontrei foi um poema que dizia "dádivas secretas represadas pra sempre / onde / não encontro" - o que me indicava estar o ente em uma busca eterna. o resto das anotações eram tão imprecisas que só pude sentir-me aturdido, deixar aquilo pra lá e ir-me embora. nada realmente faz sentido as vezes, foi o que pensei. talvez aí mesmo é que morasse a beleza de tudo, e a vida fosse tal qual um sonho-em-vida belo. eu e o robô e a moça da fotografia talvez fôssemos três parcelas de algo. não sei bem o quê. acho que estou certo de que a fotografia revelava que a moça era a melhor das três.
8:51 AM


5.11.08
the tragedy of the leaves

i awakened to dryness and the ferns were dead,
the potted plants yellow as corn;
my woman was gone
and the empty bottles like bled corpses
surrounded me with their uselessness;
the sun was still good, though,
and my landlady's note
cracked in fine and undemanding yellowness;
what was needed now was a good comedian,
andcient style,
a jester with jokes upon absurd pain.
pain is absurd because it exists,
nothing more.
i shaved carefully with an old razor
the man who had once been young
and said to have genius;
but that's the tragedy of the leaves,
the dead ferns, the dead plants;
i walked into a dark hall where the landlady stood
execrating and final,
sending me to hell,
waving her fat, sweaty arms
and screaming
screaming for rent
because the world has failed us both.

"good poem, even if it's an old deed.. but i write much better shit now man... [what's the difference?] difference is... there is no difference. i write the same thing over and over again... the difference is... eerie.. but you know, the terror is always there. the ugliness is always there. there's no way out. you can get a beautiful woman living with you but she's gonna be more ugly ... and putting a quarter into the newspaper stale, lifting it up, taking it out the next day's news. there's never any escape from anything in the world. you're always going to be burried. there's never any pleasantness, easiness, anywhere. you'll be burried down to the grave. no matter how much you know, how much you feel, you're gonna be burnt, burnt, burnt to the last minute you breathe. everything is burning, all you're trying to do is walk across a room and drink a glass of water and take it easy... but there's always things burning and ripping at you. it's the whole universe, it's everything... women, men, friends, everything. rips and tears, man, rips and tears. all you wanna do... the best thing seems to go lay down and sleep. and if you can't, you might aswell get drunk. hell..."

charles bukowski - the charles bukowski tapes vol.1
5:02 PM


24.10.08
doctor says i should find a way... find my own way, mr. doctor says. i collect cans. not cause i have to, but cause i feel like. i collect cans as a hobby, or a distraction, or something... so, mr. doctor says i should ask the right questions, i don't know what he means by that, mr. doctor confuses me sometimes... i ask him questions and try to understand him, he says i should ask him the right questions and try to understand myself and i have no clue why he keeps telling me that every time i go there, cause first, i think he should know that first i have to collect the answers to understand him and for that i should collect some clues about what a right question is... no wonder those people are always desperate in that place! no wonder. maybe mr. doctor nutcase is the one to blame, maybe that's why they scream all the time. i hate that, but i can see why... can't stay there for too long or i'll start screaming myself, so i get outta there and collect cans and talk to people. mr. doctor says that could help, that the world isn't hopeless, that i should talk to people or friends or something... so i usually look for someone holding a can, and i talk to them for a while. i try not to ask questions of course, cause i know they confuse people, specially the tricky ones. so i talk to them and they're nice and polite and seem kinda interested in what i have to say, somehow... first i had no idea what to say to them, but i figured if i had to keep them there talking to me i should tell them stories. stories are nice, i guess, people like stories. so i tell them about the good old days in the army, about my beautiful green suit and how important i was, that i should be captain by now if it wasn't for that shot. one past midnight, oh dear, i studied like crazy night and day, i could have made it, man, that's what i tell them. and they seem to listen, they do, sort of, while having their drink... i collect the can when they're finished, i ask them, hey, is that empty? and if they say no, i tell them another story, and they actually keep listening, and then i think the world really isn't hopeless, that mr. doctor knows what he says sometimes. there are always plenty of cans and people everywhere... so i tell them the story of my poor sister and her happy family with their car and all, that if it wasn't for the 700 bucks she never returned i could be just as happy as them, i could man, i'm sure, i tell them. they hand me the empty can, sometimes with a little bit of something inside, and i say thank you very much and go look for another can. gotta find a way, mr. doctor says... collect cans, pieces by pieces, my own way... no clue where they are, the right people, the right questions, the right answers or anything, just the cans... collect the pieces of my own cans, find my own piece of my own way... whatever. well, sometimes i find a buch of cans inside those huge trashcans... really, i can hardly believe it.
3:20 PM


25.9.08
chutado da cama, acordado assustado... sempre atrasado. saio apressado, sem banho, amassado, sem escovar dente, despenteado. esquisito... pelo repetitivo trajeto até o ônibus lotado. antes disso, um café. isso! o horrendo café requentado do boteco ao lado... onde o velho velho aposentado, já banhado, barbeado, aprumado faz seu desjejum: cerveja e cigarro. sua dona em casa vendo ana maria braga, meio amarga. pensando - menina... como tá acabada... e ainda fala pras mães, pelas mães, que em alguma etapa é normal ser desnecessária... o maior desafio: abandonada... deixe eles lá com as coisas deles, tão grandinhos crescidos... mas eles voltam, você é porto seguro, ou algo assim, dona de casa mal amada. se a receita do dia te agrada, vá ao mercadinho, comprar tudo fresquinho. vá a feira, o camarão tá baratinho, quase o mesmo preço que a carne. antes era uma fortuna! o ônibus quicando, eu quicando, todo mundo quicando, esmagado contra o outro. não me agrada tanto contato. ainda bem que de manhã eu sou zen. não é problema sério. o arquiteto universitário desenhando um armário moderno... quicando... de xadrez - o novo básico. quicando, os traços esboçados meio emaranhados que lembram um eletrocardiograma impresso de um coração descompassado... túnel engarrafado.. que abafado... desejo de ser pulsante, marcante, desejo idealizado... sempre sai errado. descompassado... sempre descompassado. nenhuma solução para tal fixação... não sou pulsante, sou errante. para um doutor leitor que por algum acaso se encante. mas se quer algo brilhante, se adiante. vai ler john fante ou o chato do dante... sou ainda aspirante. como tudo a essa hora se demora e pouco melhora, eu paro agora.
11:16 AM


24.9.08
estou enjoada, muito enjoada. será que estou grávida? enjôo-gravidez. associação incoerente para quem toma anticoncepcional diariamente. é café, muito café. tiro a roupa, é a roupa que está me sufocando. quero vomitar. me olho no espelho. minha barriga está grande. frio. visto outra roupa, jogada em cima do pufe. quase confortável. tiro o tênis. vejo uma aranha grande no parapeito. fico observando. ela estende a teia, sobe-desce. não se decide. a janela está aberta. se retire, por favor, se retire. estende a teia, desce, desce muito, quase perto do pufe. se pegar o chinelo posso esmagá-la contra a parede. tem um chinelo ali. continua a descer, muito muito perto do pufe. pego o chinelo. vou ter que te matar. aflição, corpo contraído. me aproximo, devagar, ela não pode me ver. miro (mal), ela escapa, cai (eu grito - bem mulherzinha). não a vejo, está entre o pufe e a parede. piorei a situação. pra mim e pra ela. ela poderia ter saído. deixo ela lá ou persisto? pego o spray contra insetos? não, morte lenta. existe morte digna? ela não faz escolhas. conflito. susto. tudo o que me toca parece ser ela, uma sujeirinha do chão, a beirada da colcha. deus, ela vai subir na minha cama quando eu estiver dormindo. durmo de boca aberta, ela vai entrar na minha boca, me atacar. ela pode ser venenosa. como eu gostaria de entender sobre aranhas. arrasto o pufe pra frente. não a vejo. procuro. meu gato comparece, sem interesse em ajudar. lá está ela. camuflada no taco. grande, parece um escorpião. piso nela. estou esmagando ela com o peso do meu corpo. terei pesadelos. tiro o pé, me certifico se ela ainda está viva. piso de novo, pra garantir. sai gosma branca. morta. não removo o cadáver. proteína para as formiguinhas. passou o meu enjôo.
7:18 PM


27.8.08
a arte retira do caos seu enigma.
sonhei com isso. caminhava sobre pedras, numa sala de aula na floresta.
tinha que fazer uma composição sobre o amor.
meu mestre me propôs mergulhar no caos,
de onde o enigma sobressai.
anotei no rodapé de uma folha,
e, inevitavelmente, acordei.
7:40 PM


1.7.08
ah, seu freud de merda... com tantas elocubrações, onde nos situamos?
tanto prazer e desprazer por toda parte que não me acho.
tento, juro que tento. nas situações, no outro, no caralho a quatro.
mas vamos lá, ao propósito da coisa:
durmo, e desejo dormir mais do que nunca, por mais que incontáveis distrações se desvelem,
esse processo, que já não enxergo como meu, se desenrola para rumos estranhos, bem esquisitos.
cabe a mim saber do que falo e não falar a ninguém (-ninguém!?)
cabe a mim, novamente, mandar o mundo da ordem e dos conceitos às favas.
e ser, frente ao algo a mais que teima em ditar por mim o que sou.
cabe a mim não dizer por eles, mas dizer por mim o que há a ser dito:
que quero mais é que se fodam,
todos eles.
6:26 AM


5.5.08
entra. por dentro de mim, do meu mundo, dos meus dias: de tudo o que você quiser. deixa tuas marcas, tão belas marcas, irremovíveis. sou tua desde antes de ser tua, você sabe. nosso encaixe, nosso ritmo, nossas peles lisas são só nossas, e eu sou tua pra além do que o tempo e as palavras me deixam ser. deita comigo, dorme comigo, dança comigo, sua comigo, bebe comigo, chora comigo, vive comigo, sonha comigo, enquanto quiser. eu te percebo, percebe? quase-nada-e-quase-tudo e quero mais. eu te desejo, percebe? pra-caralho-até-não-sobrar-quase-nada. me acho e me perco em você, no que pode ser essa história louca que me acomete a vida, o coração, a mente e me enche de coragem e medo. me estupefaço e quero mais de tudo isso: da tua intensidade, das tuas idéias, do teu corpo, do teu mundo. entra em mim, me ensina, me toca, me engole. onde eu couber em você, eu fico: no teu caminho, no teu peito, na tua vontade, na tua cama. quero ser tua mais do que todas, não tenha dúvidas. te observar, te abraçar, tirar fotos de mãos dadas, te ninar, te morder, te alimentar, te exaltar, te ter, te amar, te tudo. meeesmo.
10:41 PM


19.4.08
vida experimental.
o que eu tenho + o que a vida me dá, basta.
orgulho 24/7, reintegração, menos televisão, menos projeção, mais ação.
morder coisas e vomitar coisas e parar de tolerar coisas.
ter sensações de mobilidade e verdade.
contracenar com a porra toda, olhar nos olhos.
menos controle, menos críticas severas, menos monotonia.
me achar sem me perder de mim.
me perder de mim pra me achar em mim?
quebrar protocolos, filtrar menos, pôr minha sensibilidade a meu favor.
coisas assim.
meu blog deveria se chamar fitter happier.
12:51 AM


30.1.08
para deixar de ser uma criança e transcender a merda da realidade:

1. não quero mais diversões que envolvam auto-destruição, falsa sensação de extroversão, falsa sensação de fazer parte de alguma coisa e que me alienem da minha busca por PAZ e CRESCIMENTO.
2. quero estar cercada por PESSOAS BOAS, que queiram ser VERDADEIRAS e TROCAR experiências enqriquecedoras comigo, como BOAS ENERGIAS, DEMONSTRAÇÕES SINCERAS DE AFETO e OPINIÕES SOBRE ASSUNTOS INTERESSANTES, que não serão esquecidos no dia seguinte.
3. isto requer FORÇA, CONSCIÊNCIA LÚCIDA, PAZ DE ESPÍRITO, CONEXÃO COM MEU VERDADEIRO EU, AMOR PRÓPRIO, DISCIPLINA e REFLEXÃO.
4. evitar situações que me façam mal, como lugares onde as pessoas só busquem alienação da realidade e diversão sem consequências.
5. ALCANÇAR MEUS OBJETIVOS PRIMORDIAIS, que são conhecimento sobre minha PROFISSÃO, AUTO-DESCOBERTA, DESABITUAÇÃO DE COMPORTAMENTOS AUTO-DESTRUTIVOS, SUPERAÇÃO DE LIMITES, INDEPENDÊNCIA EMOCIONAL E FINANCEIRA.
6. tudo isto deve ser alcançado A CADA MINUTO, no tempo PRESENTE, independente das circunstâncias externas, que estarão senpre pondo à prova minha FORÇA e minha DETERMINAÇÃO.
7. só me LIBERTANDO das coisas que me fazem mal, me sobrarão tempo, dinheiro e energia para serem usados em PLANOS, COISAS BELAS, BOAS e PRODUTIVAS.
1:47 PM


"Boredom murders the heart of our age while sanguinary creeps take the stage"
1:59 AM


24.1.08
Your Type is INFP
Introverted Intuitive Feeling Perceiving
89%.............50%...........38%..........22%

The Portait of the INFPs

INFPs Idealists are abstract in thought and speech, cooperative in striving for their ends, and investigative and attentive in their interpersonal relations. INFPs present a seemingly tranquil, and noticiably pleasant face to the world, and though to all appearances they might seem reserved, and even shy, on the inside they are anything but reserved, having a capacity for caring not always found in other types. They care deeply-indeed, passionately-about a few special persons or a favorite cause, and their fervent aim is to bring peace and integrity to their loved ones and the world.

INFPs have a profound sense of idealism derived from a strong personal morality, and they conceive of the world as an ethical, honorable place. Indeed, to understand INFPs, we must understand their idealism as almost boundless and selfless, inspiring them to make extraordinary sacrifices for someone or something they believe in. The INFP is the Prince or Princess of fairytale, the King's Champion or Defender of the Faith, like Sir Galahad or Joan of Arc. INFPs are found in only 1 percent of the general population, although, at times, their idealism leaves them feeling even more isolated from the rest of humanity.

INFPs seek unity in their lives, unity of body and mind, emotions and intellect, perhaps because they are likely to have a sense of inner division threaded through their lives, which comes from their often unhappy childhood. Healers live a fantasy-filled childhood, which, unfortunately, is discouraged or even punished by many parents. In a practical-minded family, required by their parents to be sociable and industrious in concrete ways, and also given down-to-earth siblings who conform to these parental expectations, INFPs come to see themselves as ugly ducklings. Other types usually shrug off parental expectations that do not fit them, but not the INFPs. Wishing to please their parents and siblings, but not knowing quite how to do it, they try to hide their differences, believing they are bad to be so fanciful, so unlike their more solid brothers and sisters. They wonder, some of them for the rest of their lives, whether they are OK. They are quite OK, just different from the rest of their family-swans reared in a family of ducks. Even so, to realize and really believe this is not easy for them. Deeply committed to the positive and the good, yet taught to believe there is evil in them, INFPs can come to develop a certain fascination with the problem of good and evil, sacred and profane. INFPs are drawn toward purity, but can become engrossed with the profane, continuously on the lookout for the wickedness that lurks within them. Then, when INFPs believe thay have yielded to an impure temptation, they may be given to acts of self-sacrifice in atonement. Others seldom detect this inner turmoil, however, for the struggle between good and evil is within the INFPs, who does not feel compelled to make the issue public.

As an INFP, your primary mode of living is focused internally, where you deal with things according to how you feel about them, or how they fit into your personal value system. Your secondary mode is external, where you take things in primarily via your intuition. Their primary goal is to find out their meaning in life. What is their purpose? How can they best serve humanity in their lives? They are idealists and perfectionists, who drive themselves hard in their quest for achieving the goals they have identified for themselves

INFPs are highly intuitive about people. They rely heavily on their intuitions to guide them, and use their discoveries to constantly search for value in life. They are on a continuous mission to find the truth and meaning underlying things. Every encounter and every piece of knowledge gained gets sifted through the INFP's value system, and is evaluated to see if it has any potential to help the INFP define or refine their own path in life. The goal at the end of the path is always the same - the INFP is driven to help people and make the world a better place.

Generally thoughtful and considerate, INFPs are good listeners and put people at ease. Although they may be reserved in expressing emotion, they have a very deep well of caring and are genuinely interested in understanding people. This sincerity is sensed by others, making the INFP a valued friend and confidante. An INFP can be quite warm with people he or she knows well.

INFPs do not like conflict, and go to great lengths to avoid it. If they must face it, they will always approach it from the perspective of their feelings. In conflict situations, INFPs place little importance on who is right and who is wrong. They focus on the way that the conflict makes them feel, and indeed don't really care whether or not they're right. They don't want to feel badly. This trait sometimes makes them appear irrational and illogical in conflict situations. On the other hand, INFPs make very good mediators, and are typically good at solving other people's conflicts, because they intuitively understand people's perspectives and feelings, and genuinely want to help them.

INFPs view leisure activity as very important. However they may have a difficulty separating it from work. If they have a special skill they use at work, they may use this skill in their leisure time to help friends, family or those in need. When they are interested in pursuing a new leisure activity, they may spend a great deal of time researching this activity. Many INFPs enjoy activities that are done alone such as reading, listening to music, or gardening. This gives them the opportunity for reflection and meditation. They may also enjoy social activities with those they feel close to. When they want to be social they can be outgoing, charming and quiet funny, making them a pleasure to have around.

INFPs are flexible and laid-back, until one of their values is violated. In the face of their value system being threatened, INFPs can become aggressive defenders, fighting passionately for their cause. When an INFP has adopted a project or job which they're interested in, it usually becomes a "cause" for them. Although they are not detail-oriented individuals, they will cover every possible detail with determination and vigor when working for their "cause".

When it comes to the mundane details of life maintenance, INFPs are typically completely unaware of such things. They might go for long periods without noticing a stain on the carpet, but carefully and meticulously brush a speck of dust off of their project booklet. The INFP will feel lost and perplexed at stressful times. As stress builds, INFPs become disconnected from their own personality and perceived place in life. They will lose sight of who they are in relation to time and place. They may not make basic observations, while instead they will focus on the more abstract and symbolic meanings of a particular interaction. This can sometimes baffle those who expect more direct communication and a fairly concrete relationship.

INFPs do not like to deal with hard facts and logic. Their focus on their feelings and the Human Condition makes it difficult for them to deal with impersonal judgment. They don't understand or believe in the validity of impersonal judgment, which makes them naturally rather ineffective at using it. Most INFPs will avoid impersonal analysis, although some have developed this ability and are able to be quite logical. Under stress, it's not uncommon for INFPs to mis-use hard logic in the heat of anger, throwing out fact after (often inaccurate) fact in an emotional outburst.

INFPs have very high standards and are perfectionists. Consequently, they are usually hard on themselves, and don't give themselves enough credit. INFPs may have problems working on a project in a group, because their standards are likely to be higher than other members' of the group. In group situations, they may have a "control" problem. The INFP needs to work on balancing their high ideals with the requirements of every day living. Without resolving this conflict, they will never be happy with themselves, and they may become confused and paralyzed about what to do with their lives.

INFPs are usually talented writers. They may be awkard and uncomfortable with expressing themselves verbally, but have a wonderful ability to define and express what they're feeling on paper.
2:16 AM


22.1.08
como você sabe que acaba de conhecer alguém genial?
como você sabe que você ama?
como você sabe quem você realmente é?
como você sabe que está no caminho certo?
como você sabe pra onde o caminho certo vai levar?
12:51 AM


6.1.08
meus dedos estão ficando nervosos, às vezes estou parada e eles começam a tremer por conta própria. nessa hora eu viro o rosto, mas mesmo sem olhá-los, enxergo o amarelado do cigarro. o esmalte vermelho contrasta, não reconheço mais minhas mãos como minhas, estão tomadas por forças externas. a sensação se alastra até não reconhecer o resto do corpo que já não é meu. como hei de domá-la? então corro desesperada. ainda trêmula e ofegante, me sinto perdida, em busca de um fim que não vejo. ela passa por mim, e a sigo, nossos movimentos são idênticos, embora ela obedeça e eu resista. a corrida se interrompe repentinamente. ela se vira e nos encaramos. reparo nas pernas arqueadas. já me esqueci porque corri. penso, me ponho furiosa, enquanto ela sorri. o elo invisível entre nós surge quando adormecemos e já não há luz ou trevas, os contrários não se opoem, mas se complementam. estendo os braços, emudeço. o corpo desaba. me lembro de uma flor branca que não tinha parte das pétalas e exalava um perfume que eu não sentia, mas pressentia, como a presença dela. um dia ameacei dezenas de vezes arrancá-la dali para tê-la sempre comigo, mas não tive coragem. por não saber o que fazer com a flor ou o que seria feito dela, passava por ali todos os dias, até que em uma ocasião, não fui. foi quando tudo começou. ao recordar a flor já não me vinham imagens, mas sensações vívidas de que algo além de mim estava lá, a espreitar. submersa em medo e desconfiança buscava com todas as forças o ar que me faltava pela manhã ao acordar. passei a querer me livrar de tudo, das sensações, dos significados. somente sem tudo aquilo que me acometia e transtornava poderia reencontrar a flor. no apartamento só restaram um vaso vazio e terra espalhada na sala e no quarto. sabia que dali nada brotava, o que não me impedia de rolar nua por cima da terra, de me misturar a ela. despertei sem um dedo do pé uma vez que dormi por muito tempo. eu era a flor.

*co-autoria de alguém com muitos nomes.
3:27 PM


9.11.07
me escreva minha vida, ela pediu, com uma certa urgência. como, perguntei. minha vida de hoje ao fim, escreva e me conte, ela explicou. não posso, jamais, seria loucura. seres humanos devem ser livres e honestos para com suas próprias idéias. não me importo, ela disse, me escreva minha vida: será compartilhada por mim e tua criatividade, a viverei com tanta honestidade quanto tu tivestes para criá-la e a possuirás tanto quanto eu: se me amas me escreva uma vida.
11:35 PM


25.9.07
registro 8:
gostaria de escrever um poema sobre a igreja.
tenho alguns versos em mente já há algum tempo.
são eles:
ave, multinacional da fé!
aguardando até o décimo segundo badalo,
avante para cristo!

mas nunca fui assim tão chegada a temas religiosos.
ave!
10:24 PM


registro 7: (etílico)
pondo para acontecer algo tão aguardado, tenho a sensação de que produzo. Produzo, sem nada fazer, a não ser me expressar em verbo como não faço e vejo nisso um traço de que a voz não tem a velocidade das palavras, e que talvez por isso as palavras, em sua letidão, tentam ser belas - para ter alguma chance na concorrência.
10:21 PM


registro 6: (etílico)
Tudo aquilo que não era para ser um experimento
tornou-se caos, com o tempo.
Fez-se voz,
fez-se verbo,
mas antes fizeram-se rochas
e até tudo,
tudo o que já existia veio bem antes!
como pedras, mares e plantas.

Pensando bem as plantas já são vida,
acredito que super-evoluídas,
por já serem capaz de se sobressair em meio ao caos
e dar-nos tantas informações de paz e tranquilidade.

Penso em verbos como pessoa menina,
com toques de sabedoria e ingenuidade.
Por que?

É de onde vem meu verbo, quando menos insano,
expressando algo que parte das impressões únicas dessa sujeita tão singular,
que opta por expressar agora em papel alto tão singular quanto.
Tanto que será compartilhado futuramente por outro ser,
como tu, merecedor por ser tão singular em sua diferença única.

Faço desse momento um exercício simples de expressão de minha voz e caligrafia.
Minha voz muda, que tenta ser traduzida de algum modo a certificar-se
de que é parte da realidade concreta dos que
pensam em
mundo
e
em
conceitos.
10:18 PM


registro 5:
Os gatos estão tendo hoje um dia calmo. Liam continua a comer sacolas de plástico, Meg continua a rejeitar qualquer tipo de contato humano, mas apesar dessas estranhezas de gato, hoje eles apresentam um tom de calma mais real e verdadeiro. O viver a esperar por alguma coisa desse mundo de fora onde as coisas acontecem, enquanto você está bem guardado dentro de seu mundo de gato, onde nada de fato tem que acontecer, e ainda ter os tão admiráveis instintos, que na maior parte das vezes fazem tudo por você. Ah, e ser humano, esse ser, o ser humano, ser um humano... Tanto cansaço, tantas tarefas, e eu, e você, ser humano em meio a tudo isto. Do que se trata? Esse assunto é realmente indesejável, seguiremos então adiante. Pensemos num tema, vejamos o que temos cá. Um dia calmo. Na paz do lar, com uma música ligada só pra te pausar o mundo e te afagar os ouvidos por alguns instantes. Segundos de total silêncio quando o cd passa para a próxima faixa. Por que não começar algo? Do nada, esse nada de onde brotam tantas coisas. O que tenho a dizer? è realmente sempre muito bom que se tenha o que dizer, pois nesse mundo é assim que as coisas funcionam. Tenha sempre o que dizer, exiba-se da melhor forma possível e, de preferência, seja verdadeiro fazendo isso. O que tenho eu de verdadeiro em mim? O que tem você? Em meio a tudo isto, eu, ser humano. Penso em iniciar o livro que trata das verdades absolutas, as mais inegáveis sobre todos os assuntos possíveis. Desisti da tarefa. São infinitas as verdades absolutas. E ai de você se acha que não. Não, não digo isso para assustar a ninguém, eu mesmo me assusto com a idéia de que pense isso. Estou apenas tendo um dia calmo e procuro o que falar. As coisas tem significado demais, eu me esqueço. São tantos múltiplos resultados de equações que resultam em zilhões de variantes de significado para cada coisa no mundo. E essa idéia é outra que me assuta, mas isto não vem ao caso. O que digo é que do silêncio o que brota é isto, um falatório. Um falatório existencial embobocado de um homem. O que mais teríamos? Não é sensacional ter que ler algo que se trata apenas da voz de um ser humano, como você, que gosta de refletir sobre as coisas da vida? Não sei se porque me enfiaram filosofia cedo demais na vida, ou, talvez pudesse culpar também o excesso de literatura e também o mundo das idéias, ou o mundo da matéria, por que não culpar o mundo exterior, oh, tão mais detestável! Por que ainda carrego essa má índole em minha pessoa que me faz crer que sou inteligente, e que talvez possa maliciosamente querer expor aqui algumas de minhas idéias só para compartilhá-las com o leitor, e também dar uma checada nelas, pra ver o que sai, acima de tudo. Sempre pode ser divertido.
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